| O CIRCO E A CAPOEIRA |
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| Escrito por Rogério Sette Câmara | |
| 10.06.2003 | |
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Em Belo Horizonte, o que existia de circo eram grupos de teatro que utilizavam um pouco dos elementos circenses, principalmente perna de pau e palhaço. Havia também atividades esporádicas, como as oficinas ministradas pela Escola Nacional de Circo no Festival de Inverno. A Spasso nasceu em 1997, da vontade de criar um local onde a atividade circense fosse mais sistematizada e englobasse diversas modalidades, como o malabarismo, equilibrismo, aéreos e outros.. Mas o que nos deu base para abrir a escola foi a acrobacia. Quando começamos a pesquisar sobre o circo, descobrimos que a base do próprio circo é a acrobacia. E sendo ela a base, nos sentimos mais à vontade para começar um trabalho de circo em Belo Horizonte, pois somos, eu e o Júnior (Inima Santos Júnior) somos formados em Educação Física, trabalhamos muitos anos com a ginástica olímpica - mas a nossa praia mesmo era a capoeira. Desde 1980, antes mesmo de eu fazer educação física e circo, eu já trabalhava com capoeira e com arte-educação. Sempre com grupos heterogêneos, formados por meninos que não podiam pagar com aqueles que podiam. E é isso que fazemos até hoje na Spasso. Não damos prioridade para os bolsistas nem para os pagantes. A gente quer misturar. Juntar os que podem com os que não podem. Hoje a SPASSO tem cerca de 35 a 40 meninos bolsistas. Não estou querendo dizer que queremos substituir a ginástica pela capoeira, não é este o nosso intuito. A idéia é a de começar a nos situar para ampliar os nossos horizontes. A gestualidade do brasileiro é diferente dos outros povos. O flick –flack do brasileiro é diferente do russo. Em termos de pontuação de ginástica olímpica, nós podemos estar perdendo, mas em termos de expressividade do movimento, a gente ganha. |
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